A vida é uma ampulheta, ela está passando rápido



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Sabe aquele dia que a gente levanta com uma sensação que nada valeu a pena, aquele dia que a gente acorda com a respiração profunda, como se a alma nascesse solitária durante toda uma vida, aquele momento em que o pensamento insiste em voltar lá para trás e perguntar, perguntar, perguntar, que sentido tem toda sua vida.


É Tempo de refletir, sim, é Tempo de repensar, sim, é Tempo de voltar atrás se for possível que voltemos atrás, é Tempo da gente semear de novo um pouco dentro da gente o Bem, é momento de voltar para si, é momento de dar um Tempo a esse modelismo que insiste toxinar nossas células, é preciso que fechemos os olhos e percamos um pouco as referencias de tantos modelos que nos chamam a uma perfeição tópica que não está nos fazendo feliz.


É momento de respirar, re-centrar e reequilibrar, é momento de voltar a se achar da onde se partiu, da onde era preciso ter acertado. Tão somente para que hoje no despertar eu não sentisse tanto, tanto, tanto vazio.

Eu não sei se a alma é insólita, se temos que viver os ciclos entre alegrias e coloridos, sutilezas e levezas, e na sua contramão asperezas, densidades, trevas e expiação. O campo da prova nada mais é que uma reação das nossas decisões, daquilo que emantamos em nós como principio de vida, aquilo que pensamos, aquilo que nos tornamos, pelo aquilo que decidimos fazer. As consequências de nossos atos, muitas vezes pensados e outros não pensados, o instinto move as sensações, as sensações a alquimia, e a adrenalina busca ocupar o tempo e espaço das fantasias e nos perdemos nos achismos dos sonhos, nas quimeras, que parecem ocupar um espaço, mas por tempo determinado, e que vão passar, e talvez contribua com o nosso vazio.


No dia que vocês acordarem como acordei hoje, com a sensação que tudo fiz, mas talvez não com a clareza que deveria ter feito, que rezei sim, mas talvez não com a fé que deveria ter rezado, talvez eu tenha decidido meus caminhos e achado que eles me trariam a felicidade, e que eu me sentiria realizado, mas talvez, me tenha faltado mais determinação, mais coragem, para fazer de forma mais profunda, mais lastra, mais infinita como merece minha alma hoje, nesta solidão.


O tempo nos convida a reflexão, fico pensando se durante as noites de sono, eu viajei, por algum canto qualquer das dimensões desconhecidas, se eu mesmo vi tantas belezas e infinitudes, que voltei e acordei aqui, hoje, me sentindo tão pequeno diante de tudo que fiz, diante de tudo que construí, diante de tudo que sou.


A vida é uma ampulheta, ela está passando rápido, a vida está indo, estou perdendo muita gente que amei, que fez tudo por mim, estou me perdendo deles e de outros que aqui estão e não me percebem.

Tanta coisa pra falar, para ensinar, para calar, tanta coisa para silenciar dentro de mim e eu acordo no cinza do quarto, na perspectiva que talvez o Sol não nasça mais amanhã, mas com uma memoria transmutadora que me faz refletir sobre quem eu sou, sobre o que eu faço aqui, sobre o que eu posso mudar.


Quer saber? Tem um Sol lá fora, e se ja for de noite, tem uma Lua escondida depois das nuvens escuras do céu, tem o cheiro de mato lá fora, tem vida pulsante que independe de mim, que não está nem ai para mim, que vive sem saber se eu continuarei vivo e feliz ou infeliz, não me importa os Rosários de Maria, mas, a oração de minha alma não é decorada, ela é falada, ela é colorida como é de Oxumarê.


Quer saber? vamos lá fora, deixar nossas toxinas interiores, abrir nossos olhos para o colorido de nossa alma, respirar as composições que merecem ser resgatadas de nossa historia em Oxumarê, sorrir, sorrir, sorrir e sorrir, não para te fazer feliz, mas para estar feliz com o mundo que você vive por aqui.

Vamos lá?

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