É NATAL.


Quantos natais... quantos encontros na roupa arrumada e no sorriso que procura no reencontro a sua conexão... quantos olhares são trocados entre outros que se perdem nos celulares, estando tão perto daqueles que seriam as pessoas mais importantes para eles.


Quantos nos chamam à foto de família e amigos e quantos se perdem na narcisa selfie... quantos que nesse momento reparam suas diferenças e, quantos nos dias pós espírito natalino, se perdem novamente... quantos destes estão cada vez mais velhos, chegando cada vez mais próximos do final da estrada e não aproveitamos para nos despedirmos aos poucos.

Quantos ficaram na cozinha perdidos da atenção entre o preparo da ceia e a boca na pitada do tempero... quantos que amamos não estiveram presentes neste natal... quantos estiveram e não percebemos que estavam... quantos o silêncio de um instante abraçou no mesmo suspiro de outros instantes sem abraçar... quantos lembraram de amores que se foram no romance da saudade... quantos brincam como crianças em meio a tantos jovens irritados, brincando de velhos.


Quantos esperaram Papai Noel entrar... quantas crianças dormiram sem vê-los e outras que correram para encontrá-lo e só acharam os presentes... quantos de nós gostaríamos que esse velhinho de vermelho existisse para que voltássemos a acreditar no que perdemos... quantos de nós rezamos em meio a tantos outros, que só brincaram nos prazeres da razão individual.... quantos de nós perdemos o chão e esquecemos do que significou Jesus além da manjedoura...


Dias retratados... passados recordados... terra do faz de conta no drama da família... fitas douradas e aroma de alecrim... cerejas e arrotos de mesa... peru em oferenda a barriga que estatela os olhos sobre a mesa; champanhes indo ao céu de Ewá na vida e morte de Oxumarê... e um toque de alma arrumando o espelho para uma noite especial...


Quantos que rezaram e felicitaram JESUS ao invés da politica moral relembrando as parábolas de lição... quantas dores se curaram no presente que o coração abriu por ter sido lembrado... e quantos desatentos acordaram tendo na mão apenas as pontas dos braços para o abraço...


BEM agora é Natal... sintam-se apenas amados e abraçados... não arrotem aborrecimentos; deixem a ideologia moral, não passem mal... relevem; É NATAL... o que eu queria agora era encontrar alguém e sem palavras e, do nada para o nada poder dar e receber um abraço dos ausentes... gostaria que nada existisse além do aniversariante abraçando meu interior...


Eu quero que vocês ainda residam no amor de nosso senhor e, se não houver como; reguem para ele suas lágrimas como se estivessem dando alimento a uma flor... afinal; ele merece; nos perdoou; morreu e amou... então, por muito menos e antes que o galo cante três vezes; vamos ganhar consciência e dar amor... tudo só depende de nós...


Transformemo-nos; já passamos da hora...

Feliz Natal!


- Por Roger Lima, In Memorian e eternamente em nossos corações

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