compromisso espiritual

Acreditar que o homem poderia compreender, respeitar e ter humildade diante das forças da Natureza, ou seja, seu princípio geral de preservação independente do caminho religioso escolhido.
 
Deus é tudo que existe, portanto DEUS devia ser preservado a partir de si mesmo, sem ferir o outro criado, seja qual seja este que você toque ou interaja. Muito mais do que o homem se digladiar com suas verdades impostas em convicções não fundamentadas, devíamos todos ter um compromisso primeiro com o criador, respeitar que se Deus é perfeito, tudo que existe criado responde a um princípio de perfeição e que deveria evoluir pelo amor da unidade e em equilíbrio e não nos perder na moral, ego, poder transitório e manipulável que ostenta as diferenças. Religiões que se somam e que refletem ainda a maioria do homens sobre a terra, não deveriam deixar que o amor ao todo perdesse para sua individualidade de poder.

Em uma visão poética desejaríamos que esta compreensão acendesse a consciência espiritual de amor pela vida em toda sua expressão máxima. Se não vivêssemos religião e sim a prática dos VALORES HUMANOS ao próximo, uma semente de amor puro e cristalino, germinaria sob a água do infinito amor de DEUS em nós e um olhar de bondade seria maior que o achismo moral e transitório que vivemos como experiência e aprendizados.

Gostaríamos de ver que os homens na sua atribuição de sacerdócio religioso, fossem menos egoístas em suas verdades interpretáveis a seus interesses e se realmente deus fosse maior que ele, passassem esses a serem exemplos de unidades a construírem o amor, o respeito e a solidariedade... Sem fome no mundo, sem indigentes, sem destruição do planeta-DEUS... Juntos todos deveriam estar, mesmo que ideologicamente diferentes em suas interpretações divinistas... Porque DEUS é tudo inclusive  o seu diferente.

Estamos vivendo a moral do relativismo, "A LUZ RELATIVA" ou seja, a síntese da moral do homem em seu sistema social. Vivemos a luz relativa em tom de cinza, onde o pragmatismo político, mesmo enquanto estado LAICO, sequer sabe empunhar a bandeira de respeito e de exemplo constitucionais que garantem a todos o mínimo para viverem dignamente.

Um homem que em nome de DEUS exclui e sentencia ao inferno na ausência de amor, não pode ser exemplo de religião do bem e sim de seitas com interesses escusos. Respeitar não é ser omisso, mas impor sua verdade é intransigência, pois as diferenças não poderiam ultrapassar o todo do amor pela vida de quem quer que seja.

Desejo que as novas gerações de pessoas sejam mais sensíveis e conscientes de sua responsabilidade com o mundo em todos os seus aspectos mais amplos.
 
A umbanda como qualquer outra religião precisa evoluir para não acabar na transitoriedade do caos. O universo é cíclico e os tabuleiros cairão no tempo. O cético e o religioso precisam caminhar pela unidade e não pelo caminho da força. O beija-flor pode nos ensinar mais que a palavra de certezas irreais.

Elevarmo-nos seria dedicarmo-nos aos Estudos contínuos, mas o homem parece não ter mais tempo ao imediatismo que se ajustou, muito mais do que nos dedicamos aos prazeres e distrações de redes sociais, indispensáveis a globalização e ao encurtamento das distâncias perniciosas da futilidade, poderíamos ler mais e percebermos através do conhecimento a descoberta do sutil que trazemos como luz de unidade do criador em nós.
 
Não precisamos viver a “vida ou a morte – Severina”, necessitamos dar mais tempo as emoções sutis que nos constroem e nos desnovelam. Deveríamos ser seres mais romantizáveis pelo simples do que produtos de frustrações racionais e que andaram a contramão do desejo realizável.

Temos que estudar e ter conteúdo para que a Umbanda ressurja e permaneça como "fato" e não como "história". Não podemos acabar como acabou o tabuleiro dos deuses gregos, estamos fazendo o mesmo caminho com a religião de Orixás. É preciso também repensar o conceito assistencialista e transformamo-nos em seres de atitudes no amor de unidade.

É triste a ignorância, mas da mesma forma é muito mais triste a submissão dos que se dizem representantes da religião, da luz e na realidade são os omissos, vaidosos e cheios de soberbas na terra, porque lá no fundo talvez tenham dúvidas sobre aquilo que pregam e o fazem para o seu poder na terra. Tenho visto mais macaco sentado no rabo do que pulando dificuldades pelas árvores da transformação.

“Deixar a ideologia da boca e aprender a ter prática na atitude verdadeira”

Desta maneira médium precisa ser exemplo de bondade, de amor prático ao próximo e de conhecimento fundamentado para entrar no campo das fenomenologias e dos mecanismos da Mediunidade verdadeira, para poder contribuir e reorganizar o “Princípio Gerador” de tudo que está criado e que está refletido em cada um, mesmo sem consciência. O médium tem que ser um instrumento antes do seu próprio umbigo e servir primeiro antes de ser servido.

A Seara tem este grande desafio nada fácil, ou seja, o de propor uma TRANSFORMAÇÃO profunda e sutil. Estamos em cima todos os dias, cobrando o médium do seu exemplo. É um enorme desafio fazer com que nosso grupo e consulentes amem ao próximo verdadeiramente e respeitem-no em seu estágio evolutivo, mas não deixando-o acomodado e sim, colaborando da melhor forma para o seu e o nosso desenvolvimento dentro dos valores e estágios espirituais que cada um se encontra.

Cada pedrinha é miudinha, mas é dela que vemos a beleza dos grãos que formam o lindo planeta que vivemos...